terça-feira, 30 de abril de 2013

Kapalabhati: Pranayama ou Krya?


Kapalabhati. Aqui está uma técnica simples, mas que traz muita confusão para os praticantes de Yoga.
Kapalabhati e Bhastrika são técnicas muito parecidas, mas com objetivos totalmente diferentes.
Kapalabhati é um Krya, segundo o Hatha Yoga Pradipka e o Gheranda Samhita  (os dois principais textos estudados pelos yoguis e que descrevem o Hathayoga) , e o seu principal objetivo é a limpeza das vias aéreas superiores.
Quando o Kapalabhati é associado à outra pratica respiratória que inclui retenção de ar, passa fazer parte de um pranayama. Bastrika é um pranayama, e também é conhecida como a respiração do sopro rápido/ fole.
O que é Krya? Krya são técnicas destinadas a limpeza e purificação das mucosas do nosso corpo.
O que é Pranayama? Pranayama são técnicas que nos preparam para o kumbhaka (o não respirar).
Então qual a diferença?
Somente na prática vamos conseguir entender:
Kapalabhati  significa crânio brilhante, pois é esta a sensação que nos traz após a sua pratica.
Sente-se numa posição ereta. Não importa se na cadeira ou no chão com as pernas cruzadas.
O importante é manter a coluna alinhada, assim como a caixa torácica. Faça uma inspiração e ao exalar, expulse lentamente todo o ar do pulmão contraindo o abdômen simultaneamente para ajudar o pulmão esvaziar completamente.  Inspire novamente de forma lenta, fazendo o ar completar os 3 estágios da respiração:  abdômen, pulmão e costelas, e sem pausas, expulse o ar de uma só vez contraindo com força a região abdominal, provocando assim um forte som pelas narinas ao exalar.  

kapalbhati1

A glote deve permanecer aberta para evitar atritos desagradáveis com a passagem do ar. A ação da expulsão do ar está relacionada com força que o abdômen é acionado. A força não é nas narinas ou no pulmão. Descontraia o abdômen e passe a inspirar novamente de forma lenta e completa, e expire vigorosamente o ar da mesma maneira, não esquecendo de que a ação está no abdômen, e não no pulmão ou nas narinas.
Não force a inspiração, ela ira ocorrer naturalmente, mas lembre-se que a exalação deve ser ativa. Inicialmente, faça um ciclo de 10 respirações. E com a prática constante aumente para mais 10 ciclos.
Mas nunca o faça excessivamente. Essa técnica quando feita incorretamente pode produzir tonturas.
Podemos efetuar o Kapalabathi pela amanhã, de preferência após efetuar a limpeza das narinas com o JalaNeti, também conhecido como Lota.

Jala-Neti-Image

Podemos equivocadamente pensar que o Kapalabhati  traz maior oxigenação ao cérebro e por conta disso cria-se duvidas com relação ao fato de pessoas hipertensas poderem realizá-la.
Mas a sua execução correta leva o sangue à alcalose (aumento do pH), associada à redução da concentração sanguínea de CO2 (gás carbônico), sem alterações significativas da concentração de O2 (oxigênio). Como conseqüência disto, após sua execução demora mais tempo para a pessoa sentir vontade de respirar, pois o principal fator metabólico que estimula os centros respiratórios no bulbo é exatamente a elevação da concentração sanguínea de CO2. Não há qualquer impedimento para que hipertensos o façam, porém é preciso ter certeza de que a técnica está correta, com a contração do abdômen na expiração e seu relaxamento na inspiração... e nada além disto.
Já, o Bhastrika, segundo o Hatha Yoga Pradipka e o Gheranda Samhita, é a combinação do Kapalabhati com outras técnicas que incluem inspirações, contenções e expirações de forma ativa. O sábio que realizar este pranayama como explicados nos textos “ nunca padecerá de enfermidades e estará sempre saudável ”. É  importante ressaltar que para o Bhastrika, por ser uma técnica mais profunda, o acompanhamento de um professor é essencial para os iniciantes, por este motivo não vou explicá-la a fundo, por ora.

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Com a técnica correta, o Kaphalabati traz inúmeros benefícios:
-Aumento da capacidade vital e da capacidade de retenção da respiração
-Desobstrução nasofaringeana, auxiliando em casos como rinites e obstrução nasal
-Melhora da capacidade expiratória, com melhores condições de prevenir e controlar sintomas de doenças respiratórias obstrutivas como asma e bronquite
-Redução de freqüência respiratória e da circulação periférica após sua execução
-Melhora de resitencia cardiovascular com sua pratica regular
-Aumento da circulação e estimulação mecânica dos órgãos abdominais, melhorando as funções digestivas --Melhora do esvaziamento da bexiga urinaria, prevenindo problemas como cistites
- Condicionamento da musculatura abdominal

Todos este efeitos são importantes, mas deve-se lembrar que o Yoga não é uma prática isolada, e suas técnicas de krya devem ser feitas em conjunto com asanas e pranayamas e com regularidade. Todos estes passos nos levam a melhores estágios meditativos, e que nos conectam com nossa essência.

Om Shanti _/\_

Melissa Amita
*Agradecimento especial ao Prof. Gerson D’Addio da Silva pelos seus ensinamentos.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Prazer, Fisiologia Sutil.

A verdade é esta: somos pura energia. E essa energia permeia, envolve, nutre e controla não somente o nosso corpo, como a nossa mente. Tanto os órgãos e os sistemas, como os espaços vazios do nosso ser. O prana (energia) serve de veículo a Consciência. Quando tal energia abandona nosso corpo físico, ele morre. Quando se desarmoniza, cria-lhe doenças. O prana se polariza em positivo (Ha) e negativo (Tha), e pode ser acumulado, transformado e conduzido. Respirar consciente é muito importante, pois o respirar é muito mais que um ato mecânico de nosso corpo. Cada vez que inspiramos absorvemos prana, cada vez que expiramos, o distribuímos pelos vários órgãos do corpo, alimentando assim a chamada vida.


Então, como não citar os 7 principais centros energéticos do corpo humano, denominados chakras, que distribuem esta energia através de canais (Nadis) e que permeiam, nutrem e controlam os orgãos e os sistemas? São eles, Muladhara, Svadhistana, Manipura, Anahata, Vishuddhi, Ajna e Sahashara.
A palavra chakra vem do sânscrito e significa “roda”, ”disco”, “plexo”. Os Vedas (1.500 a.C.) contêm os mais antigos registros sobre chakras de que se tem notícia. Quando foram escritos, o Yoga já sistematizava o conhecimento e o trabalho energético dos chakras.  Por isso essa sabedoria milenar me fascina tanto…. há 1.500 a.C. os hindus já sabiam disso!! Coisa que o lado de cá do mundo descobriu-se há poucas décadas!!!
Os chakras estão dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça, e cada um corresponde a uma das sete glândulas do corpo humano. Eles trabalham como vórtices que giram em grande velocidade, fazendo assim com que a energia flua para cima, por intermédio do sistema endócrino.
Os chakras são conectados entre si por uma espécie de tubo etérico, como um canal, denominado Nadi.
O principal Nadi chamado Sushumna tem sua base na região do primeiro chakra, onde reside uma energia potentíssima chamada Kundalini, e se estende ao longo da coluna vertebral (medula espinhal) por onde saem outros dois Nadis alternados:

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Ida –  sai da base da medula espinhal, sobe pela coluna e termina na narina esquerda;
Píngala – sai da base da medula espinhal, sobe pela coluna e termina na narina direita.

Partindo do chakra raiz, Ida e Pingala se cruzam 4 vezes ao longo da coluna.

Há no corpo humano um grande número de nadis, no entanto, estes são os 3 principais.   A Kundalini é representada simbologicamente no homem como uma serpente adormecida, enroscada na base da coluna. Quando a Kundalini é despertada, produz um calor muito intenso, que avança pelos Nadis em direção a cada chakra de forma sistemática e gradual, até chegar ao sétimo chakra localizado no topo da cabeça, desenvolvendo os poderes psíquicos latentes no homem, trazendo assim a conexão direta com o Divino, conduzindo a iluminação.
A subida gradativa da Kundalini vai mexer no seu campo emocional e energético. Vai fundo em situações gravadas no seu inconsciente e sub-consciente e traz à tona descargas positivas ou negativas que talvez não sejam fáceis de resolver, por isso é importante ter um professor por perto. Mas não se assuste, segundo as escrituras mais antigas, você pode adquirir até poderes paranormais.
Basta praticar muito, estudar, ter um mestre, viver, respirar e comer yoga. Fácil não?
Claro que não. São poucas as pessoas que conseguiram esse despertar, e podemos chama-los de Avatares aqui na Terra. Mas o conhecimento de como a energia entra e trabalha no nosso corpo é um enorme avanço para nossa própria consciência e evolução.
Os Asanas e Pranayamas são capazes de movimentar a energia estagnada, conduzir e alimentar nossos centros energéticos. Por isso a prática constante destas técnicas fazem parte dos Asthanga de Patanjali, nos ajudando a alcançar Moksha (libertação) e nos conduzindo ao caminho do Raja Yoga.

Para saber mais sobre chakras acesse:

Namastê
Melissa Amita

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Os Caminhos do Yoga

O que é Yoga? 

Yoga é união. Yoga é ação. Yoga é a desconstrução dos nossos padrões de pensamentos. Yoga é um método para trazer respostas e se auto-conhecer.  Yoga são posturas corporais. Yoga é unir algo que parece estar separado. Segundo o épico Bhagava Gita, Yoga é sabedoria na ação, e até mesmo acão na inação. Segundo o mestre yogui Patanjali, é cessar os movimentos da mente. Yoga é...
Existem várias definições para o que é Yoga.
Porque o Yoga não é um só. 
Há várias estradas neste caminho, mas todas elas possuem um único objetivo: alcançar Moksha.
Moksha é iluminação. É a transcendência do fenômeno de existir, de qualquer senso de consciência do tempo, espaço e causa.
Moksha, não se produz. Ele nos acompanha, só ainda não conseguimos enxerga-lo. Para se alcança-lo é preciso mudar o foco da visão. 
Por isso que o Yoga e suas técnicas são transmitidos apenas para aqueles que se sentem preparados a entrar neste novo modo de enxergar o mundo sem o véu ilusório de maya.
E é neste momento que nos deparamos com muitas portas e nos perguntamos, qual abrir primeiro? 



Karma Yoga

É o Yoga de Krishna. O Yoga da ação.
Na ação você não se identifica, não cria uma identidade egoica com a ação e seu resultado. 
É entregar a dedicação de todas as ações e seus frutos ao divino.
Segundo Swami Sivananda, é o serviço desinteressado para com a humanidade.
Trabalhos voluntários de karma yoga nos ajuda a trabalhar com nosso desapego.
Podemos fazer karma yoga a qualquer momento, por qualquer pessoa.
É ser um instrumento nas mãos do divino.
Gandhi é um grande exemplo de karma yogue  Ele se abdicou de tudo por causa de uma única causa, libertar a India e seu povo. 




Bhakti Yoga


É o Yoga da alma e da devoção ao Supremo Absoluto.
A prática pelo coração que une o amor divino dentro de ti à divindade.
Nas práticas, através de orações, repetição de japa mantras, pujas, satsangs e meditação, se mantem viva a conexão com o divino, com a divindade específica.
Segundo Amma, é a forma mais simples e natural de se alcançar a auto-realização.
Encontros denominados Satsangs são promovidos em todo o Brasil por diversos mestres e escolas.




Raja Yoga


O Raja é o "Yoga Real", completo, clássico.
É ciência, baseada no controle da mente e dos sentidos, através da prática dos seus 8 aspectos. 
Segundo a tradição hindu, o Raja Yoga era apenas estudado pelos reis e sábios, e passado de mestre para discípulo. Até surgir Patanjali, que cobilou o Yoga Sutra de Patanjali e o dividiu em 8 passos, como citado no post Os 8 Aspectos do Yoga Real

-Yama
-Nyama
-Asana
-Pranayama
-Prathyara
-Dharana
-Dhyana
-Samadhi


No Yoga Sutra, Patanjali desenvolve maior atenção em Dhyana, a meditação.
Quando você sai do estado de observação de um ponto específico e chega a observação de si mesmo. 
É muito importante ter um mestre ou professor para acompanha-lo nesta jornada.
Para um estudo mais aprofundado leia:  Raja Yoga: O Caminho real, de Swami Vivekanada




Jnãna Yoga


É o caminho do discernimento intelectual, o mais direto e o mais difícil para se alcançar Moksha. Necessita de uma determinação e entendimento que vão além da própria filosofia, vivência ou memorização de escrituras para que se possa atingir a verdadeira sabedoria - a Verdade Única que é pré-existente e imutável.

Ele é o topo da montanha, e usa o intelecto para iluminar qualquer tipo de ilusão ou ignorância.
Constitui em:
- discernimento ( reconhecer o real x irreal)
- renuncia (karma yoga, renuncia de suas ações)
- adquirir 6 perfeições (tranquilidade, controle dos sentidos, abster-se do que não leva a perfeição, aceitar as dualidade, serenidade, fé)





Quem pratica Jnãna Yoga usa muito o intelecto, então é importante praticar Bhakti Yoga para trazer equilíbrio.


Hatha Yoga


Segundo a filosofia tântrica  que tem por objetivo o desenvolvimento do ser humano, nos seus aspectos físico, mental e espiritual, nosso corpo é o nosso templo,  a nossa morada.

O Hatha Yoga vê o corpo e a mente de forma intergrada.

HA = SOL (corpo)
THA = LUA (mente)
HA + THA = união do Sol e da Lua (corpo + mente)

É a fusão das polaridades através da prática física. 
A mente interfere no corpo e o corpo interfere na mente. Trabalhando o corpo com técnicas específicas de posturas e respiração ,  purificamos nosso corpo, influenciando nossos estados mentais e emocionais.
Sua maior cararcterística na pratica é manter a atenção na ação.
Com o conhecimento e o encaixe perfeito do seu corpo você desconstrói seus padrões corporais  que  quebram os padrões mentais, que quebram os padrões comportamentais.




O Hatha Yoga Pradipka, junto com o Geramda Samhita são textos hindus que tratam do Hatha Yoga.
Ambos começam com a mesma frase:


" O objetivo do Hatha Yoga é chegar ao mais elevado Raja Yoga" 


Nos dias de hoje, o Hatha Yoga é bem desenvolvido e conta com várias técnicas além da tradicional, como Iyengar Yoga, Kundalini Yoga, Vinyasa Flow, Asthanga, Swasthya, entre outros.


Krya Yoga

Kriya Yoga é uma prática de meditação que não requer isolamento social ou físicos. Desde tempos imemoriais esta técnica científica ( com beneficios como o bem-estar, calma e equilíbrio já comprovados) vem sendo praticada por santos, profetas e sábios. Tais ensinamentos foram trazido a era moderna pelo imortal Mahavatar Babaji Maharaj, em 1861, que os transmitiu a Lahiri Mahasaya, um pai de família indiano que se tornou um mestre realizado. Foi trazido para o Ocidente na década de 20 por Paramahansa Yogananda, autor do livro "Autobiografia de um yogue".O sistema consiste em técnicas yóguicas que aceleram o desenvolvimento espiritual e ajudam a alcançar um profundo estado de tranquilidade e comunicação com Deus e com o próprio Eu Superior.Para se praticar o Kriya Yoga, você tem que ser iniciado por algum monge ou professor autorizado, durante uma cerimonia.





Pronto, aqui está o que contém atrás de cada porta.

Para explicações mais profundas indico leituras de livros, pesquisas na internet, perguntas a quem é praticante de yoga e práticas, somente assim você vivenciará o que melhor lhe cabe.
Estava lendo um texto do professor Pedro Kupfer, que cabe direitinho a este post, e que diz " ...não existe métodos diferentes e sim etapas distintas dentro de um único caminho. Esses caminhos ou escolhas (no yoga) nada mais é que o processo de crescimento de cada ser humano. São momentos ou fases dentro de um processo maior que é a vida de yoga..."
Ou seja, talvez você anda por um caminho a vida toda, talvez escolha 3, ou quem sabe chegue até o Jnana Yoga não é mesmo???


Namastê

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sentar e Respirar

Complementando o último post Meditar,  na semana passada assisti à uma palestra onde o tema foi a meditação, e vou compartilhar com vocês um pouco sobre ela.
Ela foi ministrada pelo Sr. Bernando Saraiva, um senhor que logo depois que se aposentou, começou a desenvolver síndrome do pânico. Ele procurou tratamentos convencionais e tomou remédios anti-depressivos durante um ano. Conseguiu obter alguma melhora, mas seu corpo não era mais ativo como antes por causa dos efeitos colaterais da medicação. Não satisfeito com isso, ele buscou a meditação e abandonou a medicação.
A meditação entrou na vida dele durante uma palestra em um dos centros de Yogananda* onde é praticado o Kriya Yoga*. Ele não revelou as técnicas, pois somente quem é iniciado em Kriya Yoga por um mestre, pode praticá-lo, mas ele disse coisas bem interessantes a respeito da meditação.



Para a meditação acontecer é preciso 3 coisas: tempo, ausência de pensamento/silêncio, e o poder da atenção dirigida. 
O tempo. Comece com 15 minutos, e vá aumentado um pouco a cada semana.
Ausência de pensamento. Não tem como pararmos de pensar, isso é fato. Dentro da nossa mente são produzidos milhares de pensamentos a todo instante. O segredo aqui é não se identificar com eles. Eles existem, ok, vão sempre chamar sua atenção, ok, mas é você que tem o poder de escolher o que pensar, não é o pensamento que tem domínio sobre você.
E aí que entra o poder da atenção dirigida, e por isso é tão importante a meditação, pois ela se torna um caminho para os melhores pensamentos, as melhores escolhas.
Como disse Albert Einstein, "Penso 99 vezes e nada descubro. Paro de pensar, entro em profundo silencio, e a verdade me é revelada"
Além de citar  Einstein e outros pensadores, o que mais me chamou a atenção foi a citação de um amigo aposentado do Sr. Bernardo: " Meditar é sentar e respirar".
Nada mais simples e direto.
A partir do momento que você senta e começa a prestar atenção no caminho da sua inspiração, no ar que entra pelas suas narinas, passa pelo seu nariz, vai para o pulmão, enche seu peito e suas costelas, chegando até o seu diafragma, e todo o caminho de volta fazendo assim a expiração, seu corpo se abriu para se alimentar de oxigênio, prana, energia, vida.
Este processo leva através do sangue, essa energia para todo o nosso corpo, e alimenta não só aquilo que é concreto, como o vazio que existe dentro de nós.
Você sabia que a nossa maior constituição é feita de vazio, e não de pele, ossos, órgãos e sistemas?
Cientistas nos falam que átomos são constituídos por 99,99% de "vazio".
As células que são constituídas de moléculas, que são constituídas de átomos, que são constituídos 90 e tralalá % desse "vazio" é o que nos sustentam. Ou seja, somos um "vazio" eterno.
Vou simplificar: "vazio" é um campo de força de energia vibratória eletromagnética.
Ou seja, são vibrações, energia. E essa energia que nos move, por isso é importante cuidar dela, e assim respirar conscientemente, pois é a respiração que nos alimenta.
Você respirando de forma completa e consciente, vai encher seu corpo de prana, que nada mais é do que a energia vital, e consequentemente vai deixa-lo mais protegido de doenças. 
E nem vou citar o caminho que esse prana faz ao percorrer nossos chackras, deixo para um próximo post.
Resumindo então, dê um tempo na correria do dia a dia, sente com a coluna ereta, respire direitinho, não se identifique com o turbilhão de pensamentos, medite, e depois disso escolha qual pensamento você vai colocar em ação.



Se quiser durante o processo de meditação, use um mantra ou uma palavra para ajudar na concentração como: Om, SoHa, Amor, Paz...
Peça orientação e proteção aos Deuses, a Deus, a Jesus, A Buda, a Shiva, a Maomé, a sua mãe, sei lá, sendo de coração e com boas vibrações trará resultado.
E para finalizar, um pouco de Osho para vocês:


"A meditação é uma maneira de ir para dentro de si mesmo, de perceber que você não é o corpo, você não é a mente"

Namastê _/\_
Mel




*O Kriya Yoga é uma prática de meditação que não requer isolamento social ou físicos. Desde tempos imemoriais esta técnica científica ( com beneficios como o bem-estar, calma e equilíbrio já comprovados) vem sendo praticada por santos, profetas e sábios. Tais ensinamentos foram trazido a era moderna pelo imortal Mahavatar Babaji Maharaj, em 1861, que os transmitiu a Lahiri Mahasaya, um pai de família indiano que se tornou um mestre realizado. Foi trazido para o Ocidente na década de 20 por Paramahansa Yogananda, autor do livro "Autobiografia de um yogue".
Para se praticar o Kriya Yoga, você tem que ser iniciado por algum monge ou professor autorizado, durante uma cerimonia. FONTE: www.kriya.org.br



*Para saber um pouco mais sobre Yoganada www.yogananda-srf.org/

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Meditar


meditação. [Do lat. meditationeS. f. 1. Ato ou efeito de meditar; concentração intensa do espírito; reflexão. 2. Oração mental, que consiste sobretudo em considerações e processos mentais discursivos, e que se opões à contemplação.
Mesmo quem nunca experimentou já ouviu falar nos benefícios obtidos pela prática da meditação. Além da calma e relaxamento, quem medita há muito tempo alcança um controle da mente que possibilita escapar a pensamentos obsessivos e negativos, no que poderíamos chamar de “transcendência”.
Com o objetivo de descobrir qual o segredo “fisiológico” por trás de tão boas sensações promovidas pela técnica, e motivados pela idéia de aproveitá-la como aliada em alguns tratamentos, os neurocientistas têm se debruçado cada vez mais nos estudos sobre a meditação.
O que a pesquisa nesta área mostra é que a meditação de fato diminui a ansiedade, a depressão, a raiva e a fadiga, e melhora a atenção. Os praticantes de meditação parecem ter maior habilidade em cultivar emoções positivas e de deter a instabilidade emocional, evitando pensamentos ruminantes que podem, por sua vez, aumentar a ansiedade e a depressão. Alguns estudos indicam até mesmo um fortalecimento do sistema imunológico.
Além do “domínio mental”, o controle da respiração é fundamental para a prática da meditação, e parece ser obtido pela ativação sistema nervoso parassimpático, o que produz sensação de relaxamento e de quiescência profunda. Esta calmaria parece ser reforçada pela redução da produção do cortisol, hormônio ligado ao estresse.
Outros hormônios que se mostram sensíveis à prática da meditação são a arginina vasopressina (AVP) e a beta-endorfina (Deshmuskh, 2006). O aumento da liberação de AVP tem sido associado à manutenção de um efeito positivo, com a diminuição da percepção da fadiga, e à facilitação da consolidação de novas memórias, enquanto se atribui ao aumento de beta-endorfina uma menor percepção de dor e medo, e sensações de alegria e euforia. Os níveis de serotonina parecem ser moderadamente afetados durante a meditação, sendo que o aumento deste neurotransmissor, que tem efeito sedativo e calmante, também se correlaciona com um efeito positivo da técnica – assim como acontece com os inibidores de recaptação de serotonina, que aumentam o tempo que a serotonina pode atuar produzindo seus efeitos e fazem parte do tratamento farmacológico da depressão. Ao que tudo indica, portanto, deve haver benefícios em combinar a meditação consciente e intervenções de terapia cognitiva no tratamento da depressão crônica ou recorrente em comparação com o tratamento convencional.
Dados reunidos por Deshmukh, num artigo de 2006, mostram ainda que áreas como hipocampo, lobo temporal e o córtex parietal estão mais ativas no cérebro de praticantes da meditação, em comparação com os não-praticantes, durante testes que avaliam a atenção.
Um estudo de Brefczynski-Lewis e colaboradores feito em 2007 com pessoas com que meditavam há mais horas, em comparação com indivíduos que meditavam há menos tempo e com aqueles que meditaram apenas uma semana antes dos testes comportamentais, indica que o tempo de prática também influencia nos resultados obtidos. Os praticantes em nível médio tiveram maior ativação das áreas que controlam a atenção do que os novatos. Já os experts tiveram menor ativação destas áreas, indicando uma menor necessidade de recrutamento das redes neuronais para manter o mesmo nível de atenção.
Quando desafiados com um som para distrair a atenção, os praticantes experientes, em relação aos novatos, tiveram menor ativação em áreas relacionadas ao pensamento discursivo e às emoções, e maior em regiões relacionadas à atenção e à inibição da resposta. Parece haver uma otimização dos circuitos neuronais, resultando num estado mental menos ativo cognitivamente, mais quieto.
Vale lembrar que estes benefícios não são atingidos “da noite para o dia”. O grupo de experts acumulava mais de 44.000 horas de meditação, o que equivale a mais ou menos 4 doutorados – 16 anos – com dedicação diária de 8 horas do seu dia. O grupo de expertise média, em comparação, teria em sua bagagem 3 “mestrados” em meditação, somando 19.000 horas de prática.
Dá trabalho. Mas, neste ponto, imagino que até os mais céticos estejam entoando o ommmmmm... (LSBP, maio 2009)
Fontes:
Deshmukh V (2006). Neuroscience of meditation. TSW Holistic Health & Medicine 1, 275-289.
Tang Y, Ma Y, Wang J, Fan Y, Feng S, Lu Q, Yu Q, Sui D, Rothbart M, Fan M e Posner M (2007). Short-term meditation training improves attention and self-regulation. PNAS 104(43), 17152-17156.
Brefczynski-Lewis J A, Lutz A, Schaefer H S, Levinson D B e Davidson R J (2007). Neural correlates of attentional expertise in long-term meditation practitioners. PNAS 104(27), 11483-11488.
Luders E, Toga A, Lepora N e Gaser C (2009). The underlying anatomical correlates of long-term meditation: Larger hippocampal and frontal volumes of gray matter. NeuroImage 45, 672-678.
Barnhofer T, Crane C, Hargus E, Amarasinghe M, Winder R, William J M (2009). Mindfulness-based cognitive therapy as treatment for chronic depression: A preliminary study. Behav Res Therap 47(5), 366-373.