sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sentar e Respirar

Complementando o último post Meditar,  na semana passada assisti à uma palestra onde o tema foi a meditação, e vou compartilhar com vocês um pouco sobre ela.
Ela foi ministrada pelo Sr. Bernando Saraiva, um senhor que logo depois que se aposentou, começou a desenvolver síndrome do pânico. Ele procurou tratamentos convencionais e tomou remédios anti-depressivos durante um ano. Conseguiu obter alguma melhora, mas seu corpo não era mais ativo como antes por causa dos efeitos colaterais da medicação. Não satisfeito com isso, ele buscou a meditação e abandonou a medicação.
A meditação entrou na vida dele durante uma palestra em um dos centros de Yogananda* onde é praticado o Kriya Yoga*. Ele não revelou as técnicas, pois somente quem é iniciado em Kriya Yoga por um mestre, pode praticá-lo, mas ele disse coisas bem interessantes a respeito da meditação.



Para a meditação acontecer é preciso 3 coisas: tempo, ausência de pensamento/silêncio, e o poder da atenção dirigida. 
O tempo. Comece com 15 minutos, e vá aumentado um pouco a cada semana.
Ausência de pensamento. Não tem como pararmos de pensar, isso é fato. Dentro da nossa mente são produzidos milhares de pensamentos a todo instante. O segredo aqui é não se identificar com eles. Eles existem, ok, vão sempre chamar sua atenção, ok, mas é você que tem o poder de escolher o que pensar, não é o pensamento que tem domínio sobre você.
E aí que entra o poder da atenção dirigida, e por isso é tão importante a meditação, pois ela se torna um caminho para os melhores pensamentos, as melhores escolhas.
Como disse Albert Einstein, "Penso 99 vezes e nada descubro. Paro de pensar, entro em profundo silencio, e a verdade me é revelada"
Além de citar  Einstein e outros pensadores, o que mais me chamou a atenção foi a citação de um amigo aposentado do Sr. Bernardo: " Meditar é sentar e respirar".
Nada mais simples e direto.
A partir do momento que você senta e começa a prestar atenção no caminho da sua inspiração, no ar que entra pelas suas narinas, passa pelo seu nariz, vai para o pulmão, enche seu peito e suas costelas, chegando até o seu diafragma, e todo o caminho de volta fazendo assim a expiração, seu corpo se abriu para se alimentar de oxigênio, prana, energia, vida.
Este processo leva através do sangue, essa energia para todo o nosso corpo, e alimenta não só aquilo que é concreto, como o vazio que existe dentro de nós.
Você sabia que a nossa maior constituição é feita de vazio, e não de pele, ossos, órgãos e sistemas?
Cientistas nos falam que átomos são constituídos por 99,99% de "vazio".
As células que são constituídas de moléculas, que são constituídas de átomos, que são constituídos 90 e tralalá % desse "vazio" é o que nos sustentam. Ou seja, somos um "vazio" eterno.
Vou simplificar: "vazio" é um campo de força de energia vibratória eletromagnética.
Ou seja, são vibrações, energia. E essa energia que nos move, por isso é importante cuidar dela, e assim respirar conscientemente, pois é a respiração que nos alimenta.
Você respirando de forma completa e consciente, vai encher seu corpo de prana, que nada mais é do que a energia vital, e consequentemente vai deixa-lo mais protegido de doenças. 
E nem vou citar o caminho que esse prana faz ao percorrer nossos chackras, deixo para um próximo post.
Resumindo então, dê um tempo na correria do dia a dia, sente com a coluna ereta, respire direitinho, não se identifique com o turbilhão de pensamentos, medite, e depois disso escolha qual pensamento você vai colocar em ação.



Se quiser durante o processo de meditação, use um mantra ou uma palavra para ajudar na concentração como: Om, SoHa, Amor, Paz...
Peça orientação e proteção aos Deuses, a Deus, a Jesus, A Buda, a Shiva, a Maomé, a sua mãe, sei lá, sendo de coração e com boas vibrações trará resultado.
E para finalizar, um pouco de Osho para vocês:


"A meditação é uma maneira de ir para dentro de si mesmo, de perceber que você não é o corpo, você não é a mente"

Namastê _/\_
Mel




*O Kriya Yoga é uma prática de meditação que não requer isolamento social ou físicos. Desde tempos imemoriais esta técnica científica ( com beneficios como o bem-estar, calma e equilíbrio já comprovados) vem sendo praticada por santos, profetas e sábios. Tais ensinamentos foram trazido a era moderna pelo imortal Mahavatar Babaji Maharaj, em 1861, que os transmitiu a Lahiri Mahasaya, um pai de família indiano que se tornou um mestre realizado. Foi trazido para o Ocidente na década de 20 por Paramahansa Yogananda, autor do livro "Autobiografia de um yogue".
Para se praticar o Kriya Yoga, você tem que ser iniciado por algum monge ou professor autorizado, durante uma cerimonia. FONTE: www.kriya.org.br



*Para saber um pouco mais sobre Yoganada www.yogananda-srf.org/

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Meditar


meditação. [Do lat. meditationeS. f. 1. Ato ou efeito de meditar; concentração intensa do espírito; reflexão. 2. Oração mental, que consiste sobretudo em considerações e processos mentais discursivos, e que se opões à contemplação.
Mesmo quem nunca experimentou já ouviu falar nos benefícios obtidos pela prática da meditação. Além da calma e relaxamento, quem medita há muito tempo alcança um controle da mente que possibilita escapar a pensamentos obsessivos e negativos, no que poderíamos chamar de “transcendência”.
Com o objetivo de descobrir qual o segredo “fisiológico” por trás de tão boas sensações promovidas pela técnica, e motivados pela idéia de aproveitá-la como aliada em alguns tratamentos, os neurocientistas têm se debruçado cada vez mais nos estudos sobre a meditação.
O que a pesquisa nesta área mostra é que a meditação de fato diminui a ansiedade, a depressão, a raiva e a fadiga, e melhora a atenção. Os praticantes de meditação parecem ter maior habilidade em cultivar emoções positivas e de deter a instabilidade emocional, evitando pensamentos ruminantes que podem, por sua vez, aumentar a ansiedade e a depressão. Alguns estudos indicam até mesmo um fortalecimento do sistema imunológico.
Além do “domínio mental”, o controle da respiração é fundamental para a prática da meditação, e parece ser obtido pela ativação sistema nervoso parassimpático, o que produz sensação de relaxamento e de quiescência profunda. Esta calmaria parece ser reforçada pela redução da produção do cortisol, hormônio ligado ao estresse.
Outros hormônios que se mostram sensíveis à prática da meditação são a arginina vasopressina (AVP) e a beta-endorfina (Deshmuskh, 2006). O aumento da liberação de AVP tem sido associado à manutenção de um efeito positivo, com a diminuição da percepção da fadiga, e à facilitação da consolidação de novas memórias, enquanto se atribui ao aumento de beta-endorfina uma menor percepção de dor e medo, e sensações de alegria e euforia. Os níveis de serotonina parecem ser moderadamente afetados durante a meditação, sendo que o aumento deste neurotransmissor, que tem efeito sedativo e calmante, também se correlaciona com um efeito positivo da técnica – assim como acontece com os inibidores de recaptação de serotonina, que aumentam o tempo que a serotonina pode atuar produzindo seus efeitos e fazem parte do tratamento farmacológico da depressão. Ao que tudo indica, portanto, deve haver benefícios em combinar a meditação consciente e intervenções de terapia cognitiva no tratamento da depressão crônica ou recorrente em comparação com o tratamento convencional.
Dados reunidos por Deshmukh, num artigo de 2006, mostram ainda que áreas como hipocampo, lobo temporal e o córtex parietal estão mais ativas no cérebro de praticantes da meditação, em comparação com os não-praticantes, durante testes que avaliam a atenção.
Um estudo de Brefczynski-Lewis e colaboradores feito em 2007 com pessoas com que meditavam há mais horas, em comparação com indivíduos que meditavam há menos tempo e com aqueles que meditaram apenas uma semana antes dos testes comportamentais, indica que o tempo de prática também influencia nos resultados obtidos. Os praticantes em nível médio tiveram maior ativação das áreas que controlam a atenção do que os novatos. Já os experts tiveram menor ativação destas áreas, indicando uma menor necessidade de recrutamento das redes neuronais para manter o mesmo nível de atenção.
Quando desafiados com um som para distrair a atenção, os praticantes experientes, em relação aos novatos, tiveram menor ativação em áreas relacionadas ao pensamento discursivo e às emoções, e maior em regiões relacionadas à atenção e à inibição da resposta. Parece haver uma otimização dos circuitos neuronais, resultando num estado mental menos ativo cognitivamente, mais quieto.
Vale lembrar que estes benefícios não são atingidos “da noite para o dia”. O grupo de experts acumulava mais de 44.000 horas de meditação, o que equivale a mais ou menos 4 doutorados – 16 anos – com dedicação diária de 8 horas do seu dia. O grupo de expertise média, em comparação, teria em sua bagagem 3 “mestrados” em meditação, somando 19.000 horas de prática.
Dá trabalho. Mas, neste ponto, imagino que até os mais céticos estejam entoando o ommmmmm... (LSBP, maio 2009)
Fontes:
Deshmukh V (2006). Neuroscience of meditation. TSW Holistic Health & Medicine 1, 275-289.
Tang Y, Ma Y, Wang J, Fan Y, Feng S, Lu Q, Yu Q, Sui D, Rothbart M, Fan M e Posner M (2007). Short-term meditation training improves attention and self-regulation. PNAS 104(43), 17152-17156.
Brefczynski-Lewis J A, Lutz A, Schaefer H S, Levinson D B e Davidson R J (2007). Neural correlates of attentional expertise in long-term meditation practitioners. PNAS 104(27), 11483-11488.
Luders E, Toga A, Lepora N e Gaser C (2009). The underlying anatomical correlates of long-term meditation: Larger hippocampal and frontal volumes of gray matter. NeuroImage 45, 672-678.
Barnhofer T, Crane C, Hargus E, Amarasinghe M, Winder R, William J M (2009). Mindfulness-based cognitive therapy as treatment for chronic depression: A preliminary study. Behav Res Therap 47(5), 366-373.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Praticar


Depois de alguns meses, aqui estou eu. Toda vez que lembrava de escrever no blog, uma dor pegava meu coração. Constatava que não conseguia ter disciplina nem para compartilhar ensinamentos, assim como não tenho disciplina para minhas práticas diárias de Yoga. Durante estes 3 meses pensei em mergulhar nesse novo mundo yogui, pensei em desistir de mergulhar, pensei em aceitar que o mundo é cruel, pensei em lutar contra a sociedade, pensei ter compreendido muito coisa, pensei o quão estava enxergando as coisas como elas realmente NÃO são, pensei em fugir. Pensei no politicamente correto, e naquilo que é incorreto. Pensei, pensei, pensei e pensei. Até o dia que achei que ia EXPLODIR, e percebi o quanto estava limitando minha energia no pensar, e quanto isto estava me paralisando e me estagnando. Percebi o quanto estava sendo racional, o quanto sempre fui racional. Logo eu, que me achava tão emocional. Percebi o quanto estava julgando e entendi que não tem essa de certo e errado, por mais que nos digam o que se deve ou não fazer, por esse ou por outro caminho. O julgar nos limita. O nosso julgamento e o dos outros. Nos prende, e não nos deixa cumprir aquilo que realmente viemos fazer aqui. Não é todo mundo que tem a coragem de assumir, e a sorte de saber logo cedo qual o seu caminho, e segui-lo. São tantas as possibilidades, e cabe a nós, com os nossos melhores sentimentos, olhar para dentro, e nos encontrar. Se agirmos assim, não importa o caminho, ele trará paz no coração. Já escutei isso algumas vezes : "...o Yoga desconstrói tudo aquilo que você levou para construir até aqui..." Poxa, sem dúvidas! E que trabalho sujo viu... e difícil  Olhar pra dentro e perceber que aquilo que mais te incomoda esta dentro de você mesmo. E que tudo aquilo que era confortável, era ilusório. Mexe com seu passado, com aceitação, com perdão. Com sua infância, com a comunidade a qual faz parte. As verdades e mentiras ditadas pela mídia.  Que a física quântica  existe, que energia está em todo lugar. Que somos muito mais que matéria, e que podemos manipular toda nossa energia, através de amor no coração, pensamentos positivos, ásanas  alimentação, meditação e principalmente respiração, ou ausência de. Ou seja, praticando. E está pratica exige disciplina, justo ela, que até ontem era inimiga da minha inércia. Tchau inércia,  tchau falta de movimento, vem comigo fluidez. Essa busca do auto-conhecimento que escolhi talvez seja solitária, até egoísta. Mas me conecta com algo maior, me faz ter ideia do MacroUniverso que nos cerca. Gandhi já dizia " Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo", frase que hoje em dia vemos em vários lugares. Se você concorda, o que anda fazendo para melhorar o mundo?  Fico feliz quando olho para o lado e percebo que tem muita gente desperta, e despertando para estes ensinamentos tão antigos e ao mesmo tempo tão atuais. Agradeço aos mestres do Yoga, a Índia  aos meus mestres espirituais, as energias amigas. Agradeço a todas as pessoas e mestres que cruzaram meu caminho e que com uma história, uma palavra, uma indicação me ajudaram a fazer escolhas que me trouxeram até aqui.

Om Shanti.

sábado, 7 de abril de 2012

YOGA CITTA VRTTI NIRODHAH

Yoga. O que é Yoga?
Uma prática física, uma sequência de exercícios?
Ficar sentado parado, meditando?
Talvez para quem olha de fora, chega mesmo a essa conclusão.
Mas essa é apenas uma pequena ilustração externa, do que realmente é o Yoga.
Definir Yoga não é uma das tarefas mais fáceis.
Para se definir realmente é preciso vivencia-lo ao máximo, e eu estou apenas no começo do caminho.
Mas para não ficar assim tão vago, vamos recorrer as escrituras antigas.
Os Sutras do Yoga de Patanjali diz o seguinte:

YOGA CITTA VRTTI NIRODHAH.

YOGA= Yoga
CITTA= mente, ego, psique
VRTTI= alterações dos estados emocionais
NIRODHAH= conteúdo, contenção.





Tentei de várias maneiras escrever o que realmente isto quer dizer, mas não encontrei palavras. Fui caminhar na praia com meu namorado, e na minha cabeça estas 4 palavras dançavam num ritmo doido. Tão doido que não conseguia desviar meu pensamento para outra coisa, não conseguia nem sentir a presença do mar.
Mou, o namorado, estava a procura de um "spot" para caídas de surf, então sentamos em frente a um desses picos. E comecei a querer entender de que maneira as ondas se formam. Vento, maré, fundo de pedra, fundo de areia, força, e blá blá.... e tudo estava tão confuso como as quatros palavras acima, sem ordem, sem nexo, querendo respostas, uma conexão.
Me rendi a areia e fechei os olhos. Quem sabe tirando um dos meus sentidos do jogo, a compreensão chegaria.
E entrei numa linha de pensamento mais confusa ainda, tentando entender o citta e o vrtti, juntos, separados, juntos, distantes e qual a conexão do Yoga nisso tudo.
Depois de alguns minutos, quando abri os olhos vi que Mou havia feito 2 grandes desenhos na areia. Um rodamoinho e uma cabeça.
Como?? Ele nem sabia o que eu estava pensando!!!?
A associação na minha mente com os desenhos foi imediata, citta - a cabeça; vrtti - o rodamoinho.
Levantei e comecei a fazer perguntas para eu mesma, andando de um lado para o outro, querendo continuar a fazer a conexão entre os desenhos na minha mente. Peguei o pedaço de pau que ele fez os desenhos, e comecei a fazer setas tentando a conexão do yoga, do nirodhah com o citta e o vrtti. Desenhei até um "EU", dizendo que este "EU" só observava todo esse movimento.
Ele, de lado, só me observava.
Eu fazia perguntas para ele, que ele não entendia, e só balançava a cabeça, consentindo minha loucura.
Minhas linhas de pensamentos mudavam a cada seta, e a cada hora me via perdida nas respostas.
Quando de repente, o Mou virou pra mim e perguntou:
"Pra QUEM você está tentando explicar tudo isso?"
E eu respondi, "...............".
Ele sorriu, e me senti na obrigação de reconhecer: " Para minha razão...".
E ele completou: "...para seu lado esquerdo do cérebro. Você já é o Yoga. O Yoga está in. Não tente encontrar explicações, apenas vá praticar."
Parei com tudo, joguei o pedaço de pau pra cima, o abracei e agradeci.
Molhei meus pés na aguá, senti a energia do mar, sem questionamentos, sem querer entender como aquela onda chegou até meus pés.
Agradeci.
Usar a razão para explicar o que está além, não funciona.
Praticando, quem sabe?!

Namastê _/\_

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Satya: a verdade.



A primeira parte do Asthanga de Patanjali, equivale aos dois primeiros passos do Yoga:Nyamas e Yamas. Eles são subdivididos em códigos éticos, aquilo que podemos fazer e o que podemos evitar para darmos os primeiros passos para a iluminação, contribuindo assim, para uma sociedade melhor.

YAMAS

1. Ahimsa - Não Violência: Evitar ser agressivo e violento contra si e contra qualquer ser vivo. Seja em palavra, pensamento ou ação. Respeitar-se, corpo e mente. Distanciar-se da fúria do outro.
2. Satya - Verdade: Em palavra, pensamento e ação. Dizer a verdade sem agredir e ofender a outra pessoa.
3. Asteya - Não Roubar: O tempo, dinheiro e idéias dos outros. Não apropriar-se do que não nos pertence.
4. Bramacharya - Controle: Controle do prazer sensorial. Sobre o sexo, para não tornar obsessivo e compulsivo.
5. Aparigraha - Desapego: Praticar o desapego do resultado da prática, de relacionamentos, das posses materiais. Livrar-se da ambição e do desejo de possuir mais do que o necessário.

NYAMAS

1.Saucha - Pureza interna e externa: Praticar pureza física e mental
2.Santosha - Contentamento por ser: Ser contente e agradecido com o que "É" e possui dá uma sensação de satisfação e paz. Muito diferente de ser acomodado.
3.Tapas - Disciplina: Austeridade sobre si. Força de vontade para atingir objetivos "maiores". Esforço sobre si mesmo.
4.Swadhyaya - Auto-estudo: Observa-se atos, emoções, palavras e pensamentos. Análise e conhecimento da própria personalidade. Estar consciente de nossas qualidades individuais, perceber as nossas forças e fraquezas, para melhor saber quem somos.
5.Ishvara Pranidhana - Entrega ao Senhor : Oferenda de todas as suas ações a força soberana- Deus/Deidade do coração do praticante.

E como fazer para colocar tudo isso em prática?

Lição de Casa. Sim!! Fácil é pegar um livro, ler num blog, escutar o que o mestre diz, anotar. Tudo isso é teoria. Para se ter resultado é preciso praticar.
Escolha um ou dois, entre eles, para praticar por uma semana, duas. Aumente para um mês. Gradativamente vá incorporando um a um. Não se cobre demais, e não queira pratica-los juntos. O importante é o aprendizado que vamos adquirindo aos poucos. A observação de cada detalhe.
Estou fazendo a minha parte. Escolhi Satya, a Verdade. Resolvi abrir mão das mentirinhas bobas. Como não sou de inventar estórias pra impressionar ninguém porque a verdade muito me interessa, pensei que seria fácil . E comecei a perceber o quanto é difícil ser verdadeiro em todos os momentos.
Primeiro no trabalho. Por muitas vezes para satisfazer o cliente, mentirinhas bobas tem que vir a tona, apenas para dar a impressão que sim, ele tem razão (mesmo não tento). Ou que estou tentando (mesmo ja sabendo q o resultado para ele é: Não, senhor) A minha vontade é jogar a real, dizer que apenas vamos enrolando eles para criar um expectativa que não será atendida. Mas como tenho contas a pagar, engulo sapo.
Segundo: "Oi tudo bem. Como vc está? Tudo óootimo...Quanto tempo...bla bla bla. vamos marcar um encontro. A resposta: "Claro, precisamos!", mesmo sabendo que você não vai mais ver a pessoa tão cedo por "n" razões. Você só quis ser simpático.
Terceiro. Quando alguém te pergunta alguma coisa, e você tem preguiça de responder, mesmo sabendo a resposta. Sim, isso acontece comigo. Para fugir, ou não entrar em discussão, digo que não sei. Depois me arrependo.
Quando o telefone toca e você não quer atender, ou fingi que não ouviu. Depois fala ou encontra com a pessoa, com desculpas por não ter atendido a ligação. E claro, a pessoa sabe que são desculpas. A não ser que a pessoa seja uma chata, e você atenda dizendo isso pra ela....hahaha.
Quando você tem que sorrir quando quer chorar. Ou quando tem que ficar sério, quando tem vontade de gargalhar.
Aí você começa a perceber que sim, você mente! E começa a observar o porque. Por não magoar o outro, por receber ordens, para não entrar numa briga, entre outros. E começa a enxergar que a sociedade manipula tudo.
Satya é ser autêntico. É ter discernimento para transmitir a verdade sem magoar ninguém, sem iludir. É ter coragem de ser você. Infelizmente, em algumas ocasiões não depende só de nós. Mas onde pudermos praticar a verdade, estaremos contribuindo para a nossa harmonia interna. E quando estamos em harmonia com a gente mesmo, o mundo percebe.

NAMASTÊ